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NA MÃE DA IGREJA, A IMPOSIÇÃO DAS
CINZAS E CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Com a Igreja superlotada a Paróquia de Nossa Senhora Mãe da Igreja promoveu na 4ª.feira (17 de Fevereiro), a abertura do tempo da Quaresma através da Missa celebrada pelo Padre José Altino Brambilla, em preparação ao tempo da Quaresma. De forma organizada, todos participaram, a começar pelo ato de imposição e recebimento das Cinzas obtidas com a transformação dos ramos que simbolizam a entrada triunfal de Jesus no Templo de Jerusalém.

Na mesma noite foi lançada oficialmente a Campanha da Fraternidade, cujo tema deste ano é: “Economia e Vida”, com o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt, 6-24). Todos os presentes acompanharam a celebração com muito interesse, voltando suas atenções principalmente para a Homilia e o Ato de Consagração.

O Papa Pio XII disse certa ocasião que a riqueza de uma nação se mede com base, não na quantidade de recursos disponíveis, mas na qualidade de vida da população. Isso dá a entender que todos nós devemos ter uma vida digna com possibilidade de acesso aos bens necessários à nossa sobrevivência, com justiça, estabilidade e segurança.

O bem comum envolve toda uma comunidade organizada e seus integrantes devem contribuir da melhor forma, participando de forma satisfatória para o desenvolvimento de uma atividade útil e construtiva. Nesse aspecto, o estado tem o seu papel de zelar pelos interesses da coletividade, oferecendo condições de sustentabilidade e bem-estar a todos os seus participantes.

Dom Eugênio Salles – Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro – afirma que a Quaresma é um tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração, à prática da penitência tão distanciada de uma mentalidade moderna, à margem do evangelho. Mas que penetrou até nas fileiras dos seguidores de Cristo. Vivendo os ensinamentos da igreja neste tempo litúrgico, nos dispomos a receber as graças da Páscoa da Ressurreição.

Ao comentar o tema da Campanha, o Papa Bento XVI saudou e abençoou a população e desejou sucesso às Igrejas e Comunidades Eclesiais do Brasil, que decidiram unir esforços para ajudar as pessoas a se libertarem da escravidão do dinheiro. O Sumo Pontífice destacou que a escravidão ao dinheiro e à injustiça “tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa convivência com o mal”.

Texto e Fotos: Altino Correia

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